segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vander Lee - Alma Nua






Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorando a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima

Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta

Fariseu da Graça (não deixei de sê-lo)


Após ouvir uma mensagem na Vem e Vê Tv, do Marcelo Quintela, percebi algo que já havia percebido, ou melhor, já sabia mas não agia com o que sabia!

Para ser mais claro, nós os "reformadres do nada" criticamos a religião, sarcásticamente descontruimos o evagelho dos evangélicos, mas em contrapartida, não fazemos o que realmente deveríamos fazer: anunciar o evangelho do Evangelho.

Estou indignado comigo mesmo, mas a verdadeira Graça nos constrange, primeiro, e, depois abre nossos olhos dia a dia para nos convertermos das mazelas religiosas que criamos em nós, mesmo após saída das instituições.

Porém se não agirmos de fato, continuaremos eternos religiosos, " temos que esquecer de quem somos, mas lembrando por quem fomos chamados", para que assim as ações possam fazer diferença. O respeito a todos devem continuar, mas isso não quer dizer que devamos compactuar com os religiosos. Mas se alguns desses fazem o que não fazemos, mas o que o Mestre ensina, aí sim devemos nos espelhar, e daí eles deixam de ser religiosos e fazem da recomendação de Tiago, por exemplo, sua verdadeira religião (Tiago 1, 22-27; 2).

A construção de vida é eterna! Até o fim dos nossos dias na terra, e só veremos tudo o que é vverdadeiro quando a última trombeta soar no infinito, enquanto isso, vamos enxergar o outro, em nós, sentir, SERVIR!

Saímos da religião, mas ela ainda não saiu da gente. Que Jesus de Nazaré seja nosso Deus, e não o nosso deus, ou o deus de quem quer que seja.

Pense, reflita, creia, mas tenha fé acima de tudo, e além de todas coisas por causa daquelas, ajamos! Já! Ugertemente! As pessoas precisam de nós, uns dos outros, e de outros...

Não quero mais estender, paro por aqui, mas espero que isso baste para você entender (eu também!).




Marcus Rios, um fariseu da Graça. Não deixei de sê-lo, mas gostaria muito de mudar!