Conversando e percebendo as dores de alguns que falam comigo, ou que nem mesmo tem tal costume, observo que nem sei o que dizer em horas tão difíceis.
Não sei mesmo!
Existem momentos nessa vida que temos que chorar, entristecer, bradar, e, sobretudo duvidar! Temos este direito!
A parte interessante da dúvida são os questionamentos, daí provém algumas respostas, e muitas vezes não vem absolutamente nada. Respostas de quem, de onde...?
A prontidão dos falatórios encontramos na mais fajuta medíocridade (pra não dizer coisa pior...) das peripécias inventadas pela humanidade: As religiões, ou melhor, o Refúgio; nela encontramos as mais variadas estirpes de comentários e "soluções" designadas para aquele que está sofrendo, posterior a isto vem a máxima: "Pare de Sofrer"! Enquanto isso, vem o sábio e diz que existe o momento para tal! (Ecl. 3, 2...)
Em contrapartida, existe o Lugar Certo, e gostaria de dizer-lhes que eu não sei como alguém pode chegar, pois o caminho quem traça é você, mas o Caminho engloba os caminhos traçados!
Todavia, um homem de algum lugar do Oriente, eu disse Oriente, oriente-se... Em meio às suas aflições, dores das piores imagináveis e inimagináveis, sofreu coisas que pra explicar a alguém só mesmo em fábulas bíblicas (não quer dizer, que não possa ser verídicas...), ele comeu o pão que o diabo amassou, perdeu mulher, filhos, bens, e pra completar vem uma cambada de "carniceiro" pra piorar a vida do cidadão. Um dizia de cá, outro falava de lá, que ele tinha blasfemado contra o Todo Poderoso - todo mundo conhece esse "blá blá blá".
Bem... Reportemos para hoje, alguém que sofre não sabe o por que, amaldiçoa tudo e a todos... E daí? Nos coloquemos no lugar desses coitados, que apenas precisam do silêncio abençoador, do abraço confortante, das lágrimas compartilhadas, e das palavras "estou do teu lado"; pra essas coisas não há preço que pague!
Voltando ao homem citado anteriormente, ele não tinha Refúgio, pelo contrário, nem existia. Pensando bem, alguns já estavam construindo-o para que, de uma certa forma, o pobre coitado caísse numa rede que dificilmente, uma vez fisgado, não conseguisse desenrolar. Esse "cabra da peste", não era judeu, mulçumano, católico ou prostestante, enfim (...) Era ele mesmo tentando achar o Lugar Certo, tropeçou, mas encontrou olhando para si mesmo, aflito, e diante de suas blasfêmias pôde dizer, em outras palavras, achei o Lugar Certo, pois eu conheço porque posso vê.
O caminho foi construído, através do Caminho que já existia, e por Ele são direcionados, outros, e outros, e outros...
Pra que tanta desgraça? Não sei! Só sei que o Lugar Certo só há no Caminho que está perto de nós!
Pense Nisso!
Marcus Rios
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